Quem é Luisa Amoroso, ilustradora e arquiteta por trás dos desenhos do Melo Alves 645 | MOS Incorporadora

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Quem é Luisa Amoroso, ilustradora e arquiteta por trás dos desenhos do Melo Alves 645

Ilustração com o mapa da localização do Melo Alves 645.

O amor pelo desenho sempre esteve presente na vida de Luisa Amoroso, acompanhando sua vida desde criança, assim como ‘seu jeito esquisito de segurar as canetas e os pincéis’, como ela mesma diz. Foi também o desenho que levou Luisa a cursar Arquitetura na FAUUSP, que a ensinou o desenho como forma de organizar os espaços, seja no ambiente físico ou no papel. 

Foto Ana Novi / Luisa Amoroso, arquiteta e ilustradora por trás dos desenhos do Melo Alves 645.

É com esse repertório que a artista desenvolve seus projetos gráficos, entendendo a comunicação visual como uma forma de expressão que tem em seu processo pesquisa de referências, construção de linguagem gráfica, roteiro de construção da narrativa e maquete (ou, para livros, boneco).

Recentemente, para o lançamento do Melo Alves 645, convidamos Luisa para ilustrar nosso projeto em aquarela, as plantas nativas que compõem o Paisagismo e a atmosfera de se viver nos Jardins. De um jeito especial, suas caminhadas pelo bairro e sua experiência – Luisa morou por muitos anos na rua Melo Alves, local onde será construído o edifício – a ajudaram a criar desenhos com leveza e poesia.  

Neste bate-papo, conversamos sobre este e outros trabalhos, e sobre seu modo de pensar o desenho e a arquitetura. Confira abaixo em nossa entrevista ping pong:

 

Como foi transitar da graduação em arquitetura para o design gráfico e comunicação visual?

 A faculdade que cursei (FAUUSP) tem um currículo abrangente, que envolve também design e artes plásticas, além de projeto de arquitetura. Foi nessa época que comecei a estudar ilustração e comunicação visual, e entendi a possibilidade de aproximar esses saberes. Em um segundo momento, já formada, senti a necessidade de focar meus estudos e aprofundar a prática do design gráfico e ilustração. E sinto que hoje sigo fazendo projeto, em uma metodologia parecida com o olhar da arquitetura, mas que ao invés de construído, é impresso. 

 

Há quantos anos você trabalha com ilustrações e design? 

Eu era daquelas crianças que desenham o tempo todo e a ilustração veio desse gosto que estava entre minhas atividades desde sempre. Passei a trabalhar com ilustração e design desde formada, em 2012, e naquela época ainda trabalhava como arquiteta. Em 2014 passei a trabalhar exclusivamente com design e ilustração.  

Foto Ana Novi / Luisa Amoroso em seu processo criativo.

Como se desenrola o seu processo criativo? 

O primeiro passo é um mergulho de pesquisa no universo da pessoa ou empresa que me procura e no projeto que vamos desenvolver. Quero saber mais da história que vamos contar, da história que está por trás daquele pedido. 

Nessa pesquisa frequentemente já vêm pistas da linguagem que vamos usar. Pode ser por pedidos do cliente, que por vezes já sabem que gostam de determinadas técnicas, cores ou caminhos. Pode ser também pelas condições do projeto, que pela escala, suporte ou mídia que vai ser usada e traz características, que sempre gosto de aproveitar. 

A partir dessa pesquisa e briefing, crio um partido para o projeto, que envolve a materialidade, as cores, o estilo que vamos usar. Essa é uma etapa mais individual, onde gosto de deixar espaço (sempre que o cronograma permite) para testar e errar até achar o caminho, o partido.  

Depois de definido o partido, desenvolvo as peças propriamente - as ilustrações. Assim, a imagem final é resultado de um processo de aprofundamento, uma imersão naquele mundo somada à minha proposta de interpretação. 

 

Como é traduzir em arte tantas histórias diferentes?

A minha proposta é uma resposta à provocação que me é feita. Quem me procura quer contar algo comigo e com meu trabalho, que muitas vezes ainda não está formulado, e pensamos juntos. Gosto muito dessa dinâmica em diálogo. Essa dinâmica de diálogo e pesquisa contribui para somar meu olhar a diferentes universos, e assim conseguir contar diferentes histórias. 

 

No trabalho específico para o Melo Alves 645, como foi a escolha das cores, traços e ilustrações? Como essas escolhas se refletem na identidade da marca e em sua mensagem? 

No caso do Melo Alves 645 me vali muito da pesquisa de campo e do material que a própria MOS já havia produzido. A pesquisa de campo se deu no bairro, andando pelas ruas e cuidando do levantamento de pontos que seriam destacados. Fui moradora da rua Melo Alves por muitos anos, então também aproveitei para incluir meus locais favoritos da região. 

O empreendimento já tinha um cuidadoso projeto visual, que estudei e procurei respeitar. De lá tirei a inspiração para paleta de cores e técnicas, por exemplo. Esses materiais me mostraram muito sobre o clima do projeto, sobre o público e sobre o belo projeto de arquitetura que está colocado. Foram elementos superimportantes na interpretação desse clima e na tradução para as ilustrações. 

Ilustrações das espécies nativas presentes no Paisagismo do Melo Alves 645.

Tem algum projeto que ainda não tenha feito, e que tenha muita vontade de realizar? 

Muitos! Rs. Atualmente estou interessada em novas escalas e mídias. Já tenho conseguido ver meu trabalho em escalas maiores, como murais, e tenho vontade de explorar mais. Acho que é uma forma de diálogo com a arquitetura, ver as ilustrações compondo nos espaços. E estou estudando animação, querendo colocar meus desenhos para dançar e caminhar mundo afora. 

Para acompanhar o trabalho de Luisa Amoroso, acesse: www.luisaamoroso.com

 

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